sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sophia

Caros amigos,
Criamos também um espaço para a apresentação de textos filosóficos que irão enriquecer e estimular o desejo de todos que não se cansam de caminhar em direção a sabedoria e em busca da "Verdade".
Para dar início à essa jornada na seara filosófica vamos trazer um pouco de Platão que descreve (República) um diálogo entre Sócrates e Céfalo sobre a Velhice e a Personalidade de quem está vivenciando esta etapa da vida.
Esperamos que todos possam refletir um pouco mais sobre a vida e sobre suas personalidades!

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... Céfalo, pai de Polemarco, também lá estava. Como não o via há muito tempo, pareceu-me bastante envelhecido. Estava sentado em uma espécie de poltrona e, porque acabava de celebrar um sacrifício doméstico, tinha ainda uma coroa na cabeça. Dispondo as cadeiras em circulo, sentamo-nos junto dele. Ao ver-nos, Céfalo saudou-nos e disse:
- Vens poucas vezes ao Pireu, Sócrates, e no entanto, dar-nos-ia muito prazer se mais vezes viesses. Pudesse eu deslocar-me facilmente, e poupar-te-ia o incômodo de vires até aqui; iria eu próprio ver-te à cidade. Se, de futuro, voltares cá mais a miúde, muito grato te ficarei, pois bem sabes que, à medida que os prazeres do corpo se esgotam, aumentam o interesse e o agrado no assistir a uma conversa inteligente. Não recuses o que te peço. Vem visitar-nos mais vezes, como a velhos amigos, e terás então a oportunidade de falar com estes jovens.
- Na verdade, Céfalo – disse eu, - agrada-me bem mais conversar com os velhos. Esses, como estão já no fim de uma carreira que, provavelmente, todos iremos percorrer, é de nossa curiosidade que tentemos averiguar junto deles se o caminho foi cômodo e fácil, ou áspero e difícil. E, já que estás agora na idade a que os poetas chamam de “o limiar da velhice”, gostaria muito de te ver falar sobre o que pensas a tal respeito. É uma idade difícil ou não?
- Dir-te-ei a sério tudo o que penso, Sócrates. Acontece muitas vezes encontrar-me com homens da minha idade, fato que justifica um antigo provérbio; quase todos restringem a conversa a lamentos e queixumes, recordam com saudade dos prazeres do amor, da comida, do vinho e de outras coisas da mesma natureza, que desfrutavam na juventude. Afligem-se como se estivessem privados aos maiores bens e pensam que eram felizes com a vida que levavam, ao passo que a que levam agora nem sequer pode ser chamada de vida. Queixam-se outros, amargamente, dos ultrajes a que a velhice os expõe, ante a gente mais nova, e persistem em atribuir a outrem todos os males, pois se ela fosse só a velhice, também eu e os demais anciãos sentiríamos os mesmos efeitos. Ora, tenho conhecido muitas pessoas de idade cujos sentimentos são bem diferentes; a este respeito, recordo até que, um dia, estando eu presente, perguntaram a Sófocles se a idade lhe permitia desfrutar ainda os prazeres do amor.
- Amigo, nem me fales nisso, - respondeu o tragediógrafo: - há já muito tempo que me libertei desse jugo feroz e imperativo.
Naquela altura, a resposta pareceu-me boa, e a idade não me fez mudar de opinião. A velhice apresentavasse-me como um estado de paz e de liberdade a respeito dos sentidos. Depois, quando a violência das paixões se modera e acalma, compreende-se perfeitamente o pensamento de Sófocles: vê-mo-nos livres de uma série incontrolável de furiosos tiranos. E, portanto, Sócrates, as lamentações dos velhos e seus problemas domésticos, há que atribuí-los, não à velhice, mas ao caráter de cada um. Se forem de costumes moderados e de gênio meigo e amável, suportarão melhor a velhice. Caso contrário, tanto a velhice como a juventude ser-lhes-ão igualmente difíceis.

Trecho extraído do clássico “A República”, de Platão.

(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Fio

Caros Amigos,

A literatura traz ensinamentos e afetos que nos ajudam a caminhar no Labirinto da Vida e a encontrar verdades que nos ajudam a crescer e a encontrar um novo caminho para nossas jornadas evolutivas.
A partir de agora as postagens denominadas de "O Fio" trarão para os amigos do Labirinto um pouco da sabedoria expressa pela literatura. Não percam O Fio da meada ou a meada deste fio!
Para começar, um pouco de Luís Fernado Veríssimo...

Crônica da Loucura

Luís Fernando Veríssimo

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.
O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.
Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.
Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:
Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.
O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"... Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.
E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.
Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.
Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri, ..... ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo..."

(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grupos de Estudos no semestre 2011.1

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA ANALÍTICA

Objetivo
Iniciar o estudo dos principais conceitos e hipóteses elaborados pela Psicologia Analítica sobre a dinâmica, estrutura e desenvolvimento da personalidade, contemplando-se os seguintes pontos:

· Ego e Complexo
· Persona e Sombra
· Anima /Animus
· Si-mesmo
· Funções Psíquicas
· Consciência pessoal e coletiva
· Inconsciente pessoal e coletivo
· Processo de Individuação
· Auto-regulação psíquica
· Autonomia do inconsciente


Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs

Data de início
22/02/2011 (com previsão de término em 21/06/2011)

Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00

Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)

Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.

Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.

Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924

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CLÍNICA JUNGUIANA - Tópicos Especiais

Objetivo
Compreender a natureza da práxis terapêutica proposta pela psicologia analítica, a partir de uma reflexão sobre a atuação (ética) do psicoterapeuta junguiano, com discussão em torno dos seguintes pontos:

· Os problemas da psicoterapia moderna
· O rapport na psicoterapia junguiana
· A psicologia da transferência
· O uso terapêutico da contratransferência
· O encontro analítico: relações humanas na análise
· O abuso do poder na psicoterapia
· Sexualidade e análise
· Suicídio e análise
· A dimensão ética da psicologia analítica


Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs

Data de início
23/03/2011 (com previsão de término em 05/07/2011)

Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00

Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)

Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.

Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.

Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924

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FUNDAMENTOS DE TERAPIA DE CASAL NA PSICOLOGIA ANALÍTICA

Objetivo
Discutir os aspectos atuais da célula social mínima, o casal; Delimitar o papel do Psicoterapeuta de Casais, suas possibilidades e seus limites; Conhecer e discutir as nuances do Processo da Terapia de Casal. A discussão partirá dos seguintes pontos:


· Terapia de Casal: origem e história
· Animus, Anima e Sombra
· Paixão, União, Brigas, Pazes, Separação
· Aspectos gerais da Terapia de Casal: o Setting, os Pacientes e o Terapeuta
· O Processo Terapêutico do Casal


Horário
Encontros quinzenais, sábados, das 14hs às 16hs

Data de início
19/02/2011 (previsão de quatro meses de duração)

Investimento
(Mensal)
Profissional --> R$ 80,00
Estudante --> R$ 60,00

Local
Rua Martinho Rodrigues, nº191 – Bairro de Fátima (Clínica Althea de Psicologia)

Coordenação
Rafael Barros de Oliveira (CRP 11/5284), psicólogo clínico de orientação junguiana com Formação em Psicodrama. Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e de casais, membro do LABIRINTO, fundador da Clínica Althea de Psicologia.

Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel:(85) 8678-2073
Rafael Barros - (85) 8698-1411 / rbowork@gmail.com



"Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der."
C. G. Jung

Seleção de Psicoterapeutas 2011/1

O LABIRINTO - Laboratório de Individuação e Reintegração da Totalidade torna público o processo de seleção de psicoterapeutas 2011/1, conforme detalhamento a seguir:

OBJETIVO

Selecionar psicólogos para ingresso no LABIRINTO e composição do corpo clínico do Projeto Labirinto, um projeto de atendimento psicológico com orientação clínica analítica voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos.

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO

- Os interessados deverão enviar currículo e carta de intenção, até 31/01/2011, à Rua João Carvalho, 800, Sala 1108, Aldeota, Fortaleza-CE, CEP 60.140-140, aos cuidados de Ana Karine Souto e Evaldo Costa, coordenadores do LABIRINTO.

- O processo seletivo consistirá de duas fases, sendo:

* 1a. Fase: Análise curricular e apreciação da carta de intenção;

* 2a. Fase: Entrevista

PRÉ-REQUISITOS

- Ser psicólogo regularmente inscrito no Conselho Regional de Psicologia – 11a. Região (CRP 11);

- Estar em processo de psicoterapia;

- Ter participado regularmente, por um período não inferior a dois semestres, de grupos de estudos em Psicologia Analítica, além de ter interesse e disponibilidade para participar de grupos de estudos nesta abordagem;

- Estar sob a supervisão de um psicólogo clínico de orientação junguiana ou ter interesse e disponibilidade para iniciar;

- Dispor de espaço adequado (consultório) ao atendimento clínico.

INFORMAÇÕES

LABIRINTO – labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: 85 8678-2073

Coordenação Projeto Labirinto:
Ana Karine Souto – Tel: 85 8808-9983 / 85 9904-7156
Evaldo Costa – Tel: 85 8812-1924

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LABIRINTO convida: 'Narcisismo na Cultura do Espetáculo'

Andy Warhol profetizou nos anos 60 que todos teriam direito a 15 minutos de fama. Essa profecia está se realizando na sociedade-paparazzi com suas câmeras púbicas, webcams e celulares que obrigam todos a sorrir por estarem sendo filmados. A realidade espetacularizou-se tornando-se um show onde a luta para ser visto requer cirurgias estéticas, acessórios de marca e a personalidade dramática de um protagonista cujo filme é a própria vida. A cultura do espetáculo converteu o darwinismo social que move o capitalismo selvagem na lei do mais belo onde os mais bonitos conquistam as melhores posições. Até que ponto a cultura do invólucro que dessubstancializa o conteúdo em nome de uma videologia que valoriza o design da embalagem é uma reação dialética ao cristianismo que dissociava a psique do corpo em nome de uma alma interior e imaterial? Nesta palestra discutiremos os modos como a publicização do privado e a privatização do público vêem cultivando uma corpolatria na qual a personalidade se torna cada vez mais epidérmica para se adequar às telas planas na qual se exibe.

PALESTRANTE: André Dantas – Psicólogo Junguiano
Atua na Clínica Individual e na Área Social.
Membro do LABIRINTO (Laboratório de Individuação e Reintegração da Totalidade)
Autor do Livro “Psicologia Dialética: Uma Crítica Interna à Psicologia Junguiana” (disponível em http://www.clubedeautores.com.br/book/3630--Psicologia_Dialetica)

DATA: Sábado, 06/11/2010
HORA: 10:00 - 12:00
VALOR: R$15 - Estudante / R$30 - Profissional
LOCAL: Shopping Del Paseo - Av Santos Dumont 3131, Sala 1109. Fortaleza-CE.
INFORMAÇÕES: (85) 8836-9002 / (85) 8644-8883.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Palestra no Labirinto: Amores Líquidos

No livro Amor Líquido Zygmunt Bauman chama atenção para as incertezas existenciais decorrentes da dissolução dos laços afetivos na modernidade líquida. Por que, na era da fluidez e da fugacidade, as pessoas juntam-se a cultos fundamentalistas, a movimentos racistas e tatuam o corpo para marcar momentos da vida que irão permanecer enquanto se estiver vivo? O que os territorialismos de gangue, as desordens paranóides, o individualismo narcísico, a fixação do drogadicto e os transtornos de pânico têm a dizer sobre o fluxo desterritorializado do capital global que derrete a fixidez dos valores tradicionais? Nesta palestra nos focaremos na contradição entre o desejo de estreitar os laços na tentativa de buscar a segurança do pertencimento e o desejo de afrouxá-los na busca de liberdade, aventura e novidade. Discutiremos como na alquimia pós-moderna a dialética dissolução-coagulação atinge intensidades tão extremas que nos leva a questionar a própria solidez da noção de realidade.

Palestrante: André Dantas - Psicólogo Junguiano, Membro do LABIRINTO. Atua na Clínica Individual e na Área Social. Autor do Livro “Psicologia Dialética: Uma Crítica Interna à Psicologia Junguiana” (disponível em http://www.clubedeautores.com.br/book/3630--Psicologia_Dialetica).

Data: 18/09/2010 (Sábado)

Horário: 10:00 às 12:00

Valor: R$ 15 - Estudante / R$ 30 - Profissional

Local: Shopping Del Paseo - Av Santos Dumont 3131, Sala 1109. Fortaleza-CE.

Informações: (85) 8836-9002 / (85) 8644-8883
labirinto_laboratorio@yahoo.com.br