Caros amigos,
Este espaço denominado de Imago Dei tem a finalidade de retratar as mais complexas e diversas formas que o Ser Humano, ao longo de sua história, utilizou e utiliza para descrever a manifestação do Divino e do Transcendente em sua alma. Neste espaço o caminheiro deste Labirinto irá encontrar textos de obras sagradas, entrevistas de grandes personalidades, obras literárias e letras de músicas que expressam as inúmeras possibilidades da revelação divina e da manifestação do numinoso na mente humana.
Para dar início a este espaço, trazemos o desabafo de um Índio! Observem a sabedoria deste Cacique e como suas idéias se assemelham ao pensamento franciscano. Mas esta, vejam bem, é somente uma das diversas formas de se tentar compreender a Relação do Homem com Deus.
A Carta do Índio
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já mais de cento e cinquenta anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:
"Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão? A idéia não tem sentido para nós.
Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.
Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.
Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu como coisas a serrem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender.
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento.
Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.
Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está encaminhado.
Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.
O homem não tece a teia da vida: É antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos.
Nós o veremos. De uma coisa sabemos, é que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo deus.
Podeis pensar hoje que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos.
Mas no nosso parecer, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.
Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início do sobreviver."
(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Sophia
Caros amigos,
Criamos também um espaço para a apresentação de textos filosóficos que irão enriquecer e estimular o desejo de todos que não se cansam de caminhar em direção a sabedoria e em busca da "Verdade".
Para dar início à essa jornada na seara filosófica vamos trazer um pouco de Platão que descreve (República) um diálogo entre Sócrates e Céfalo sobre a Velhice e a Personalidade de quem está vivenciando esta etapa da vida.
Esperamos que todos possam refletir um pouco mais sobre a vida e sobre suas personalidades!
--x--
... Céfalo, pai de Polemarco, também lá estava. Como não o via há muito tempo, pareceu-me bastante envelhecido. Estava sentado em uma espécie de poltrona e, porque acabava de celebrar um sacrifício doméstico, tinha ainda uma coroa na cabeça. Dispondo as cadeiras em circulo, sentamo-nos junto dele. Ao ver-nos, Céfalo saudou-nos e disse:
- Vens poucas vezes ao Pireu, Sócrates, e no entanto, dar-nos-ia muito prazer se mais vezes viesses. Pudesse eu deslocar-me facilmente, e poupar-te-ia o incômodo de vires até aqui; iria eu próprio ver-te à cidade. Se, de futuro, voltares cá mais a miúde, muito grato te ficarei, pois bem sabes que, à medida que os prazeres do corpo se esgotam, aumentam o interesse e o agrado no assistir a uma conversa inteligente. Não recuses o que te peço. Vem visitar-nos mais vezes, como a velhos amigos, e terás então a oportunidade de falar com estes jovens.
- Na verdade, Céfalo – disse eu, - agrada-me bem mais conversar com os velhos. Esses, como estão já no fim de uma carreira que, provavelmente, todos iremos percorrer, é de nossa curiosidade que tentemos averiguar junto deles se o caminho foi cômodo e fácil, ou áspero e difícil. E, já que estás agora na idade a que os poetas chamam de “o limiar da velhice”, gostaria muito de te ver falar sobre o que pensas a tal respeito. É uma idade difícil ou não?
- Dir-te-ei a sério tudo o que penso, Sócrates. Acontece muitas vezes encontrar-me com homens da minha idade, fato que justifica um antigo provérbio; quase todos restringem a conversa a lamentos e queixumes, recordam com saudade dos prazeres do amor, da comida, do vinho e de outras coisas da mesma natureza, que desfrutavam na juventude. Afligem-se como se estivessem privados aos maiores bens e pensam que eram felizes com a vida que levavam, ao passo que a que levam agora nem sequer pode ser chamada de vida. Queixam-se outros, amargamente, dos ultrajes a que a velhice os expõe, ante a gente mais nova, e persistem em atribuir a outrem todos os males, pois se ela fosse só a velhice, também eu e os demais anciãos sentiríamos os mesmos efeitos. Ora, tenho conhecido muitas pessoas de idade cujos sentimentos são bem diferentes; a este respeito, recordo até que, um dia, estando eu presente, perguntaram a Sófocles se a idade lhe permitia desfrutar ainda os prazeres do amor.
- Amigo, nem me fales nisso, - respondeu o tragediógrafo: - há já muito tempo que me libertei desse jugo feroz e imperativo.
Naquela altura, a resposta pareceu-me boa, e a idade não me fez mudar de opinião. A velhice apresentavasse-me como um estado de paz e de liberdade a respeito dos sentidos. Depois, quando a violência das paixões se modera e acalma, compreende-se perfeitamente o pensamento de Sófocles: vê-mo-nos livres de uma série incontrolável de furiosos tiranos. E, portanto, Sócrates, as lamentações dos velhos e seus problemas domésticos, há que atribuí-los, não à velhice, mas ao caráter de cada um. Se forem de costumes moderados e de gênio meigo e amável, suportarão melhor a velhice. Caso contrário, tanto a velhice como a juventude ser-lhes-ão igualmente difíceis.
Trecho extraído do clássico “A República”, de Platão.
(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)
Criamos também um espaço para a apresentação de textos filosóficos que irão enriquecer e estimular o desejo de todos que não se cansam de caminhar em direção a sabedoria e em busca da "Verdade".
Para dar início à essa jornada na seara filosófica vamos trazer um pouco de Platão que descreve (República) um diálogo entre Sócrates e Céfalo sobre a Velhice e a Personalidade de quem está vivenciando esta etapa da vida.
Esperamos que todos possam refletir um pouco mais sobre a vida e sobre suas personalidades!
--x--
... Céfalo, pai de Polemarco, também lá estava. Como não o via há muito tempo, pareceu-me bastante envelhecido. Estava sentado em uma espécie de poltrona e, porque acabava de celebrar um sacrifício doméstico, tinha ainda uma coroa na cabeça. Dispondo as cadeiras em circulo, sentamo-nos junto dele. Ao ver-nos, Céfalo saudou-nos e disse:
- Vens poucas vezes ao Pireu, Sócrates, e no entanto, dar-nos-ia muito prazer se mais vezes viesses. Pudesse eu deslocar-me facilmente, e poupar-te-ia o incômodo de vires até aqui; iria eu próprio ver-te à cidade. Se, de futuro, voltares cá mais a miúde, muito grato te ficarei, pois bem sabes que, à medida que os prazeres do corpo se esgotam, aumentam o interesse e o agrado no assistir a uma conversa inteligente. Não recuses o que te peço. Vem visitar-nos mais vezes, como a velhos amigos, e terás então a oportunidade de falar com estes jovens.
- Na verdade, Céfalo – disse eu, - agrada-me bem mais conversar com os velhos. Esses, como estão já no fim de uma carreira que, provavelmente, todos iremos percorrer, é de nossa curiosidade que tentemos averiguar junto deles se o caminho foi cômodo e fácil, ou áspero e difícil. E, já que estás agora na idade a que os poetas chamam de “o limiar da velhice”, gostaria muito de te ver falar sobre o que pensas a tal respeito. É uma idade difícil ou não?
- Dir-te-ei a sério tudo o que penso, Sócrates. Acontece muitas vezes encontrar-me com homens da minha idade, fato que justifica um antigo provérbio; quase todos restringem a conversa a lamentos e queixumes, recordam com saudade dos prazeres do amor, da comida, do vinho e de outras coisas da mesma natureza, que desfrutavam na juventude. Afligem-se como se estivessem privados aos maiores bens e pensam que eram felizes com a vida que levavam, ao passo que a que levam agora nem sequer pode ser chamada de vida. Queixam-se outros, amargamente, dos ultrajes a que a velhice os expõe, ante a gente mais nova, e persistem em atribuir a outrem todos os males, pois se ela fosse só a velhice, também eu e os demais anciãos sentiríamos os mesmos efeitos. Ora, tenho conhecido muitas pessoas de idade cujos sentimentos são bem diferentes; a este respeito, recordo até que, um dia, estando eu presente, perguntaram a Sófocles se a idade lhe permitia desfrutar ainda os prazeres do amor.
- Amigo, nem me fales nisso, - respondeu o tragediógrafo: - há já muito tempo que me libertei desse jugo feroz e imperativo.
Naquela altura, a resposta pareceu-me boa, e a idade não me fez mudar de opinião. A velhice apresentavasse-me como um estado de paz e de liberdade a respeito dos sentidos. Depois, quando a violência das paixões se modera e acalma, compreende-se perfeitamente o pensamento de Sófocles: vê-mo-nos livres de uma série incontrolável de furiosos tiranos. E, portanto, Sócrates, as lamentações dos velhos e seus problemas domésticos, há que atribuí-los, não à velhice, mas ao caráter de cada um. Se forem de costumes moderados e de gênio meigo e amável, suportarão melhor a velhice. Caso contrário, tanto a velhice como a juventude ser-lhes-ão igualmente difíceis.
Trecho extraído do clássico “A República”, de Platão.
(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O Fio
Caros Amigos,
A literatura traz ensinamentos e afetos que nos ajudam a caminhar no Labirinto da Vida e a encontrar verdades que nos ajudam a crescer e a encontrar um novo caminho para nossas jornadas evolutivas.
A partir de agora as postagens denominadas de "O Fio" trarão para os amigos do Labirinto um pouco da sabedoria expressa pela literatura. Não percam O Fio da meada ou a meada deste fio!
Para começar, um pouco de Luís Fernado Veríssimo...
Crônica da Loucura
Luís Fernando Veríssimo
O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.
O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.
Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.
Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:
Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.
O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"... Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.
E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.
Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.
Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri, ..... ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo..."
(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)
A literatura traz ensinamentos e afetos que nos ajudam a caminhar no Labirinto da Vida e a encontrar verdades que nos ajudam a crescer e a encontrar um novo caminho para nossas jornadas evolutivas.
A partir de agora as postagens denominadas de "O Fio" trarão para os amigos do Labirinto um pouco da sabedoria expressa pela literatura. Não percam O Fio da meada ou a meada deste fio!
Para começar, um pouco de Luís Fernado Veríssimo...
Crônica da Loucura
Luís Fernando Veríssimo
O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.
O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.
Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.
Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:
Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.
O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"... Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.
E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.
Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.
Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri, ..... ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo..."
(Postado por Evaldo Costa, psicólogo membro do LABIRINTO)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Grupos de Estudos no semestre 2011.1
INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA ANALÍTICA
Objetivo
Iniciar o estudo dos principais conceitos e hipóteses elaborados pela Psicologia Analítica sobre a dinâmica, estrutura e desenvolvimento da personalidade, contemplando-se os seguintes pontos:
· Ego e Complexo
· Persona e Sombra
· Anima /Animus
· Si-mesmo
· Funções Psíquicas
· Consciência pessoal e coletiva
· Inconsciente pessoal e coletivo
· Processo de Individuação
· Auto-regulação psíquica
· Autonomia do inconsciente
Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs
Data de início
22/02/2011 (com previsão de término em 21/06/2011)
Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00
Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)
Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.
Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924
--- x ---
CLÍNICA JUNGUIANA - Tópicos Especiais
Objetivo
Compreender a natureza da práxis terapêutica proposta pela psicologia analítica, a partir de uma reflexão sobre a atuação (ética) do psicoterapeuta junguiano, com discussão em torno dos seguintes pontos:
· Os problemas da psicoterapia moderna
· O rapport na psicoterapia junguiana
· A psicologia da transferência
· O uso terapêutico da contratransferência
· O encontro analítico: relações humanas na análise
· O abuso do poder na psicoterapia
· Sexualidade e análise
· Suicídio e análise
· A dimensão ética da psicologia analítica
Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs
Data de início
23/03/2011 (com previsão de término em 05/07/2011)
Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00
Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)
Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.
Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924
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FUNDAMENTOS DE TERAPIA DE CASAL NA PSICOLOGIA ANALÍTICA
Objetivo
Discutir os aspectos atuais da célula social mínima, o casal; Delimitar o papel do Psicoterapeuta de Casais, suas possibilidades e seus limites; Conhecer e discutir as nuances do Processo da Terapia de Casal. A discussão partirá dos seguintes pontos:
· Terapia de Casal: origem e história
· Animus, Anima e Sombra
· Paixão, União, Brigas, Pazes, Separação
· Aspectos gerais da Terapia de Casal: o Setting, os Pacientes e o Terapeuta
· O Processo Terapêutico do Casal
Horário
Encontros quinzenais, sábados, das 14hs às 16hs
Data de início
19/02/2011 (previsão de quatro meses de duração)
Investimento
(Mensal)
Profissional --> R$ 80,00
Estudante --> R$ 60,00
Local
Rua Martinho Rodrigues, nº191 – Bairro de Fátima (Clínica Althea de Psicologia)
Coordenação
Rafael Barros de Oliveira (CRP 11/5284), psicólogo clínico de orientação junguiana com Formação em Psicodrama. Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e de casais, membro do LABIRINTO, fundador da Clínica Althea de Psicologia.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel:(85) 8678-2073
Rafael Barros - (85) 8698-1411 / rbowork@gmail.com
"Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der."
C. G. Jung
Objetivo
Iniciar o estudo dos principais conceitos e hipóteses elaborados pela Psicologia Analítica sobre a dinâmica, estrutura e desenvolvimento da personalidade, contemplando-se os seguintes pontos:
· Ego e Complexo
· Persona e Sombra
· Anima /Animus
· Si-mesmo
· Funções Psíquicas
· Consciência pessoal e coletiva
· Inconsciente pessoal e coletivo
· Processo de Individuação
· Auto-regulação psíquica
· Autonomia do inconsciente
Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs
Data de início
22/02/2011 (com previsão de término em 21/06/2011)
Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00
Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)
Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.
Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924
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CLÍNICA JUNGUIANA - Tópicos Especiais
Objetivo
Compreender a natureza da práxis terapêutica proposta pela psicologia analítica, a partir de uma reflexão sobre a atuação (ética) do psicoterapeuta junguiano, com discussão em torno dos seguintes pontos:
· Os problemas da psicoterapia moderna
· O rapport na psicoterapia junguiana
· A psicologia da transferência
· O uso terapêutico da contratransferência
· O encontro analítico: relações humanas na análise
· O abuso do poder na psicoterapia
· Sexualidade e análise
· Suicídio e análise
· A dimensão ética da psicologia analítica
Horário
Encontros quinzenais, às terças-feiras, das 19:30hs às 21hs
Data de início
23/03/2011 (com previsão de término em 05/07/2011)
Investimento
Profissional --> R$ 360,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 100,00
Estudante --> R$ 290,00 à vista ou 4 parcelas de R$ 80,00
Local
Rua João Carvalho, 800 - Sala 1108 - Aldeota (Ed. Talent Center)
Coordenação
Ana Karine Souto (CRP 11/3158), psicóloga clínica de orientação junguiana com Formação em Arte-Terapia (Instituto Aquilae), especialista em Psicopatologia Clínica (UNIP), coordenadora de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenadora do LABIRINTO.
Evaldo Ferreira da Costa (CRP 11/1846), psicólogo clínico e supervisor de orientação junguiana, especialista em Gerontologia (CETREDE/UFC), coordenador de Grupos de Estudos em Psicologia Analítica em Fortaleza/CE, membro-coordenador do LABIRINTO.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: (85) 8678-2073
Ana Karine Souto - (85) 8808-9983 / (85) 9904-7156
Evaldo Costa - (85) 8812-1924
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FUNDAMENTOS DE TERAPIA DE CASAL NA PSICOLOGIA ANALÍTICA
Objetivo
Discutir os aspectos atuais da célula social mínima, o casal; Delimitar o papel do Psicoterapeuta de Casais, suas possibilidades e seus limites; Conhecer e discutir as nuances do Processo da Terapia de Casal. A discussão partirá dos seguintes pontos:
· Terapia de Casal: origem e história
· Animus, Anima e Sombra
· Paixão, União, Brigas, Pazes, Separação
· Aspectos gerais da Terapia de Casal: o Setting, os Pacientes e o Terapeuta
· O Processo Terapêutico do Casal
Horário
Encontros quinzenais, sábados, das 14hs às 16hs
Data de início
19/02/2011 (previsão de quatro meses de duração)
Investimento
(Mensal)
Profissional --> R$ 80,00
Estudante --> R$ 60,00
Local
Rua Martinho Rodrigues, nº191 – Bairro de Fátima (Clínica Althea de Psicologia)
Coordenação
Rafael Barros de Oliveira (CRP 11/5284), psicólogo clínico de orientação junguiana com Formação em Psicodrama. Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e de casais, membro do LABIRINTO, fundador da Clínica Althea de Psicologia.
Informações
LABIRINTO - labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel:(85) 8678-2073
Rafael Barros - (85) 8698-1411 / rbowork@gmail.com
"Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der."
C. G. Jung
Seleção de Psicoterapeutas 2011/1
O LABIRINTO - Laboratório de Individuação e Reintegração da Totalidade torna público o processo de seleção de psicoterapeutas 2011/1, conforme detalhamento a seguir:
OBJETIVO
Selecionar psicólogos para ingresso no LABIRINTO e composição do corpo clínico do Projeto Labirinto, um projeto de atendimento psicológico com orientação clínica analítica voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos.
RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
- Os interessados deverão enviar currículo e carta de intenção, até 31/01/2011, à Rua João Carvalho, 800, Sala 1108, Aldeota, Fortaleza-CE, CEP 60.140-140, aos cuidados de Ana Karine Souto e Evaldo Costa, coordenadores do LABIRINTO.
- O processo seletivo consistirá de duas fases, sendo:
* 1a. Fase: Análise curricular e apreciação da carta de intenção;
* 2a. Fase: Entrevista
PRÉ-REQUISITOS
- Ser psicólogo regularmente inscrito no Conselho Regional de Psicologia – 11a. Região (CRP 11);
- Estar em processo de psicoterapia;
- Ter participado regularmente, por um período não inferior a dois semestres, de grupos de estudos em Psicologia Analítica, além de ter interesse e disponibilidade para participar de grupos de estudos nesta abordagem;
- Estar sob a supervisão de um psicólogo clínico de orientação junguiana ou ter interesse e disponibilidade para iniciar;
- Dispor de espaço adequado (consultório) ao atendimento clínico.
INFORMAÇÕES
LABIRINTO – labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: 85 8678-2073
Coordenação Projeto Labirinto:
Ana Karine Souto – Tel: 85 8808-9983 / 85 9904-7156
Evaldo Costa – Tel: 85 8812-1924
OBJETIVO
Selecionar psicólogos para ingresso no LABIRINTO e composição do corpo clínico do Projeto Labirinto, um projeto de atendimento psicológico com orientação clínica analítica voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos.
RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
- Os interessados deverão enviar currículo e carta de intenção, até 31/01/2011, à Rua João Carvalho, 800, Sala 1108, Aldeota, Fortaleza-CE, CEP 60.140-140, aos cuidados de Ana Karine Souto e Evaldo Costa, coordenadores do LABIRINTO.
- O processo seletivo consistirá de duas fases, sendo:
* 1a. Fase: Análise curricular e apreciação da carta de intenção;
* 2a. Fase: Entrevista
PRÉ-REQUISITOS
- Ser psicólogo regularmente inscrito no Conselho Regional de Psicologia – 11a. Região (CRP 11);
- Estar em processo de psicoterapia;
- Ter participado regularmente, por um período não inferior a dois semestres, de grupos de estudos em Psicologia Analítica, além de ter interesse e disponibilidade para participar de grupos de estudos nesta abordagem;
- Estar sob a supervisão de um psicólogo clínico de orientação junguiana ou ter interesse e disponibilidade para iniciar;
- Dispor de espaço adequado (consultório) ao atendimento clínico.
INFORMAÇÕES
LABIRINTO – labirinto_laboratorio@yahoo.com.br
Tel: 85 8678-2073
Coordenação Projeto Labirinto:
Ana Karine Souto – Tel: 85 8808-9983 / 85 9904-7156
Evaldo Costa – Tel: 85 8812-1924
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
LABIRINTO convida: 'Narcisismo na Cultura do Espetáculo'
Andy Warhol profetizou nos anos 60 que todos teriam direito a 15 minutos de fama. Essa profecia está se realizando na sociedade-paparazzi com suas câmeras púbicas, webcams e celulares que obrigam todos a sorrir por estarem sendo filmados. A realidade espetacularizou-se tornando-se um show onde a luta para ser visto requer cirurgias estéticas, acessórios de marca e a personalidade dramática de um protagonista cujo filme é a própria vida. A cultura do espetáculo converteu o darwinismo social que move o capitalismo selvagem na lei do mais belo onde os mais bonitos conquistam as melhores posições. Até que ponto a cultura do invólucro que dessubstancializa o conteúdo em nome de uma videologia que valoriza o design da embalagem é uma reação dialética ao cristianismo que dissociava a psique do corpo em nome de uma alma interior e imaterial? Nesta palestra discutiremos os modos como a publicização do privado e a privatização do público vêem cultivando uma corpolatria na qual a personalidade se torna cada vez mais epidérmica para se adequar às telas planas na qual se exibe.
PALESTRANTE: André Dantas – Psicólogo Junguiano
Atua na Clínica Individual e na Área Social.
Membro do LABIRINTO (Laboratório de Individuação e Reintegração da Totalidade)
Autor do Livro “Psicologia Dialética: Uma Crítica Interna à Psicologia Junguiana” (disponível em http://www.clubedeautores.com.br/book/3630--Psicologia_Dialetica)
DATA: Sábado, 06/11/2010
HORA: 10:00 - 12:00
VALOR: R$15 - Estudante / R$30 - Profissional
LOCAL: Shopping Del Paseo - Av Santos Dumont 3131, Sala 1109. Fortaleza-CE.
INFORMAÇÕES: (85) 8836-9002 / (85) 8644-8883.
PALESTRANTE: André Dantas – Psicólogo Junguiano
Atua na Clínica Individual e na Área Social.
Membro do LABIRINTO (Laboratório de Individuação e Reintegração da Totalidade)
Autor do Livro “Psicologia Dialética: Uma Crítica Interna à Psicologia Junguiana” (disponível em http://www.clubedeautores.com.br/book/3630--Psicologia_Dialetica)
DATA: Sábado, 06/11/2010
HORA: 10:00 - 12:00
VALOR: R$15 - Estudante / R$30 - Profissional
LOCAL: Shopping Del Paseo - Av Santos Dumont 3131, Sala 1109. Fortaleza-CE.
INFORMAÇÕES: (85) 8836-9002 / (85) 8644-8883.
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